André Mendonça libera dados sigilosos do caso Master à CPI do INSS; decisão reverte determinação do antigo relator, Dias Toffoli

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
André Mendonça libera CPMI do INSS a ter acesso a dados sigilosos de Vorcaro O ministro André Mendonça permitiu que a CPI do INSS tenha acesso às informações das quebras de sigilo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão reverte uma determinação do antigo relator, ministro Dias Toffoli. A CPI mista que apura fraudes no INSS aprovou, em dezembro de 2025, a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mas os dados foram enviados para a presidência do Senado por decisão do ministro Dias Toffoli. Na decisão desta sexta-feira (20), o novo relator, ministro André Mendonça, determinou que a presidência do Senado entregue os documentos à Polícia Federal e que a PF compartilhe, em seguida, com a comissão. A CPI quer investigar 250 mil contratos de empréstimos consignados do Master que foram suspensos pelo INSS por falta de informações ou da assinatura do aposentado ou pensionista. Na próxima segunda-feira (23), a comissão iria ouvir Vorcaro, mas integrantes disseram que o dono do Master não vai mais. O ministro André Mendonça decidiu que ele não é obrigado a comparecer. Uma segunda reunião entre o ministro André Mendonça e delegados da Polícia Federal envolvidos no caso Master é esperada para semana que vem. A primeira foi na semana passada, assim que André Mendonça assumiu a relatoria. O volume de informações do caso é grande: o inquérito das operações entre Master e Banco de Brasília, investigações da PF e desdobramentos que estão sob sigilo. André Mendonça libera dados sigilosos do caso Master à CPI do INSS; decisão reverte determinação do antigo relator, Dias Toffoli Jornal Nacional/ Reprodução Na quinta-feira (19), na primeira decisão como relator do caso Master, Mendonça autorizou o fluxo ordinário de trabalho pericial da PF, modificando a determinação anterior de Toffoli, que chegou a indicar os peritos. De acordo com o Instituto Nacional de Criminalística, a perícia do caso Master envolve cerca de 100 dispositivos eletrônicos, estimando-se que um único perito consumiria aproximadamente 20 semanas de dedicação exclusiva para a realização dos exames de extração. A Polícia Federal havia pedido que essa análise seguisse uma distribuição regular das demandas entre peritos habilitados, conforme critérios técnicos e administrativos. Mendonça também autorizou que novos depoimentos sejam feitos na Polícia Federal, como de costume. Antes, por ordem de Toffoli, a PF colheu depoimentos no prédio do Supremo - o que representou uma mudança no padrão desse tipo de investigação. O ministro André Mendonça manteve o sigilo da investigação e orientou a Polícia Federal sobre como proteger o conteúdo do inquérito: “Em todo caso, deve ser mantido o dever de sigilo profissional pelas autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”. Na prática, a medida proíbe o compartilhamento de informações até mesmo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. LEIA TAMBÉM Andréia Sadi: Investigadores da PF estão satisfeitos com escolha de André Mendonça como novo relator do caso Master Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC Como o caso Master expõe limites do sistema regulatório brasileiro

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/20/andre-mendonca-libera-dados-sigilosos-do-caso-master-a-cpi-do-inss-decisao-reverte-determinacao-do-antigo-relator-dias-toffoli.ghtml


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